terça-feira, 9 de outubro de 2007

Saudades

Acabo de retornar de uma viagem. Passei os últimos dois anos na Austrália, trabalhando e cursando meu MBA. Aqui, no Rio de Janeiro, não deixei nenhum namorado. Mas, tinha um amigo especial, vulgarmente nomeado de fucker friend. Fernando é professor de educação física de um colégio próximo ao meu apartamento do Rio. Nos conhecemos ainda na época em que eu estava na faculdade. Tínhamos amigos em comum, que nos apresentaram em uma balada. Depois desse dia, nos tornamos grandes amigos.
Um ano se passou naquele clima de amizade absoluta. Até que ficamos muito bêbados em uma festa e nos beijamos. Não bastasse esse acontecimento, ainda ultrapassamos o sinal. Dessa noite eu mal me tenho lembranças. Acordei no dia seguinte com uma ressaca homérica, física e moral. Será que perdi meu grande amigo? Como vou olhar para ele quando nos encontrarmos? Foram os pensamentos que borbulharam durante todo o domingo.
Segunda vai, quarta vem e chega a sexta-feira. O fim de semana revela a alegria daquele acontecimento. Eu e o Fer soubemos lidar com a situação da melhor maneira. Já que éramos amigos e livres de compromissos, aproveitávamos um do corpo do outro. Assim, sem nenhuma cobrança só prazer e respeito.
O relacionamento mais delicioso que já tive e que durou aproximadamente um ano. Isso porque eu atravessei o oceano para trabalhar e estudar no Continente Novo.
Durante esse tempo na terra dos cangurus e coalas, mantivemos contato pela internet. Mas, com o passar do tempo, tomamos uma certa distância. Ele aqui começou a namorar uma garota muito ciumenta e eu, com dois meses de Austrália, me envolvi com um surfista, com quem mantive um namoro duradouro.
O tempo passou e completava 1 ano e 7 meses no estrangeiro. Eu e meu australiano loiro rompemos e, a carência estava batendo. Sabia que, em breve, voltaria ao Brasil. Porém, meu excelente estepe, Fernando, continuava mergulhado naquele relacionamento doentio. Ele foi proibido pela namorada de falar comigo por msn, orkut, skype ou qualquer outro meio de comunicação.
Antes de retornar, viajei um mês e meio pelas belas praias australianas. Tempo esse valorosíssimo, em que pude, além de conhecer caras interessantes, refletir muito, relaxar e organizar a mente.
Acabou. Malas prontas para a volta. Me reuni com os amigos que fiz por lá, em um pub. Bebemos muito, trocamos todos os contatos e deixamos aquela promessa de nos encontrarmos em viagens, eles viriam ao Brasil, em um outro ano, iríamos todos para a Europa. Chorei, trocamos cartas e o doloroso Adeus.
Desembarquei na cidade maravilhosa. Fazia uns 33 graus e o sol estava radiante para minha chegada. Já em casa, desfiz as malas e vesti meu biquini bem brasileiro, o famoso fio dental, e vamos a la playa. E com quem eu me encontrei no quiosque de sucos naturais? Fernando, o cara. Ele me deu um abraço apertado:
- Que saudades mulher!
- Nossa! Muita mesmo!
Sentamos por ali para colocar a conversa em dia. Papo vai, papo vem, descubro uma ótima notícia, ele largou a namorada, e está novamente desimpedido. Imagens quentíssimas começaram a fervilhar na minha cabeça. Calor disfarçado de sol e praia. Ele usava uma bermuda vermelha e exibia seu peitoral e costas, para mulher nenhuma botar defeito.
O sol começava a se pôr, trocamos os telefones atuais e já combinamos um jantarzinho com cerveja, sexta-feira, no meu apê.
Tentei me enganar pensando que seria um programa só para amigos. Mas, mesmo assim, fui á manicure e à depilação. Tudo em cima para a noite tão esperada. Meu apartamento fica no Leblon, como é uma construção antiga, alguns confortos se mantiveram, apesar da violência urbana. Os meus preferidos são: não precisar descer até a portaria para buscar uma entrega, por exemplo, de pizza ou água. O motoboy pode subir até a porta para entregar. A outra vantagem, também muito interessante, é a ausência de câmeras de segurança em todo o prédio.
Eram 21h30 de sexta e soou o interfone. A lazanha ao molho quatro queijos já estava gratinando no forno. Fernando chegou e estava muito cheiroso e de ótimo humor. Sua presença sempre me fez muito bem e , naquela sexta-feira, eu estava irradiante, numa poderosa energia e alegria.
Foram seis latas de cerveja antes de comermos e mais seis depois. Altas risadas e fiquei por dentro de tudo que rolou no Rio, enquanto estive fora. A essa altura, nada tinha rolado, só o bom papo e as provocações, piscadas, e beijinhos no ar. Já era tarde e o Fê precisava ir embora. O acompanhei até o elevador. Enquanto este não chegava, Fernando, um pouco bêbado, mordeu levemente minha nuca e começou a beijar minha orelha. Senti um arrepio subir pela espinha. Sussurrei na orelha dele:
- Pára safado!
- Não paro não, delícia!
E me beijou com um beijo molhado e saboroso. Me apertava a bunda e beijava alguns ponto estratégicos. Eu já estava alucinada de tesão. Encaxei meus braços por dentro de sua camisa e alisei aquele peitoral e abdômen perfeitos. Que homem cheiroso, pensei, tenho certeza que usava Boss.
Chegou o elevador e o Fê entrou e meu puxou pra dentro pelo braço. Apertou todos os botões dos andares e disse:
- Bem-vinda ao passeio de elevador inesquecível!
Aquilo me excitava muito. Ele me jogou na parede e arrancou minha blusa violentamente. Eu temia que alguém do prédio chamasse aquele elevador, mas o tesão era tanto, que não me detive nesse medo. Desabotoei o jeans do Fer. Peguei aquele membro muito duro e comecei a chupá-lo com muita gula. Notei no rosto do moço o quanto estava se deliciando com meu ato. Pouco tempo antes de gozar, pediu para parar. Iríamos continuar de outra forma. Então, Fer me beijou loucamente e estimulava meu clitóris.
- Vem! Me come! Vem! – Eu pedia.
Ele, então, me virou de costas para ele, e me apoiou na parede do elevador, de frente ao espelho. Envolveu seus braços em minha cintura com força, e me penetrou tão gostoso que não consegui segurar um alto gemido de prazer.
O elevador parava, subia e descia. Mas, nós estávamos em um movimentos muito mais interessante. Mais alguns minutos de extremo prazer, gemidos e sussurros:
- Cachorra! Você é muito boa! – falas do Fernando, que em seguida lambia meu ouvido.
- Aannnnnaaaainn ! – Eu não parava de gemer.
Aquilo tudo era uma loucura. Suados e alucinados aumentamos ainda mais o ritmo da transa. Mudamos para uma outra posição. Ele me ergueu apoiando minhas costas na parede e eu pude sentir, então, seu pênis entrar por completo na minha vagina. Fiquei com as pernas entrelaçadas em suas costas e cavalguei gostoso. Me lembro ainda daquela imagem linda, gozamos simultaneamente, nos entreolhando, tremendo e contraindo todos os músculos do corpo.
Minutos depois caímos na risada.
- Essa vai ficar para a história – Comentou meu amigo.
E sem dúvida ficou mesmo, tão bom que foi que tive que escrevê-la.

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