terça-feira, 9 de outubro de 2007

Lobo mau

Tem esse homem no meu trabalho, que desde que entrei na empresa, me lança um olhar ousado quando passo pelo corredor. Sua mesa fica ao lado da janela e seu PC é o único preto do andar. O homem deve ter seus 42 anos e mantém a forma malhando na academia perto do trabalho, no horário de almoço.
Ele é moreno, com aproximadamente 1,80 m de altura e usa uma barba rala, cuidadosamente aparada. Eu, particularmente, adoro homens dessa idade, que apelidei de aqueles que estão na fase do lobo (versão masculina da fase da loba). Acredito que é nessa fase que eles ficam mais vaidosos, mais confiantes e com mais firmeza no que querem. Muitos são já bem sucedidos em suas carreiras, e mantêm uma reserva financeira para gastos pessoais. Como com bem-estar, prazer e compras de roupas, perfumes, livros e CDs. Mesmo nos quarentões casados e com filhos, esse hábito é freqüente.
O meu lobão é casado. Mas, isso não me impede de sentir vontade dele. Talvez, até aumente o meu desejo inescrupuloso. Não sei se tem filhos, mas é bem provável. Não me interessa. Sei que o homem, praticamente, me despi e me come com os olhos. E esse olhar arrepia todos os pêlos do meu corpo. E a minha reação nunca passava de um sorrisinho de canto de boca.
Um dia desses, quando não se espera mais do que horas de tremendo tédio, intercaladas a horas de muito trabalho, encontrei o homem, por acaso, no estacionamento. Ele estava abrindo seu Civic (carro a cara dele, por sinal), quando nos entreolhamos com surpresa. Não sabia que ele também era mensalista do meu estaciona.
Um fogo começou a me queimar por dentro. Aquele homem formado, maduro, com suas madeixas castanhas ligeiramente grisallhas. E notei toda aquela gula com a qual me encarava. E, dessa vez, diferentemente das outras, minha reação foi um olhar tão intrigante quanto o dele.
Foi, então, que ele se aproximou devagar. Enquanto dava seus lentos passos em minha direção, meu coração disparava, até alcançar um ritmo que fez parecer que o tempo e o barulho da rua cessavam. Todo o som que eu ouvia era o tum-tum no meu peito que marcava o ritmo de um tempo só meu.
E alí estávamos frente a frente, distanciados por apenas a medida de uma braço esticado. O homem mantinha seu olhar penetrante, e , como quem não quer nada, me perguntou as horas. Hora de me dar um beijo, pensei. E ele segurou meu pulso e levantou em sua direção lendo em seguida:
- São 19h15. Para onde você está indo?
- Para minha casa – respondi.
- Mora sozinha?
- Com certeza – não poderia ter sido mais direta em minhas intenções.
- Posso te seguir?
A desentendida: - Por quê?
Respondeu: - Por isso! – E me lascou um delicioso beijo na boca. Entramos cada um em seu carro e partimos em direção à zona sul. Passamos Santo Amaro, Ibirapuera, Vila Mariana e finalmente Saúde. Durante todo o percurso, ele me fazia provocações pela janela. Chegamos e estacionamos os carros no meu prédio. E subimos feitos dois loucos, pelas escadas, até o 13º andar.
- Desse jeito não vamos agüentar o que tem por vir! – pronunciei bufante.
- Você não vai agüentar? Veremos.
Destranquei a porta nas pressas, com a mão trêmula. O lobão faminto já me prensou na porta aberta mesmo e me beijou, espremendo todo seu corpo contra o meu.
Como poderia já estar tão excitado daquele jeito? E estava mesmo. Me mordiscou a orelha e meteu as mãos dentro da minha blusa. Aqueles dedos ao encontro dos meus seios. Que coisa boa. Prazer tremendo. O melhor beijo. O melhor amasso. Experiência é tudo.
E era muito mais, química, timing e loucura. Tirou minha blusa e o sutiã de uma só vez. E foi me beijando todinha. Começando pelo pescoço. Depois, passou um bom tempo chupando meus mamilos e continuou descendo devagar com a boca. Arrancou minha calcinha nos dentes. Me penetrava o dedo e me fez um maravilhoso sexo oral. Em pouco tempo já havia gozado na boca dele, e alucinada o livrei de toda aquela roupa. Ele me pegou com força e me botou de quatro no tapete da sala. Soltei um grito de delírio quando me penetrou naquela posição e condição de cadela. Me puxava pelos quadris agressivamente e gozou muito naquele mesmo lugar.
Mas, o homem era insaciável, me puxou pelo braço e sussurrou no meu ouvido: - Quero conhecer teu quarto. Fomos, então, para o quarto. Lá, nos jogamos em um papai e mamãe, que foi progredindo para coisas bem diferentes. Colocou minhas pernas em cima de seus ombros. Assim, ,senti seu pênis entrar inteiro. Eu apertava meus músculo e soltava, enquanto ele também fazia certeiros movimentos. Parou do nada e, mais uma vez, começou a me chupar. Resolvi então retribuir e conheci o poderoso 69 do quarentão. Já havia perdido as contas dos orgasmos divinos que o homem me induziu a ter. E gozamos, juntos dessa vez. O líquido quente, àquela altura já quase transparente, esparramava-se na minha boca e pescoço. Foi quando achei que tínhamos acabado por aí. Ele sugeriu: - Agora vamos tomar um banho?
Uau! O homem que eu pedi a Deus. Pena ele ter dado para outra. Aquela mocréia. Não é ciúme, é inveja mesmo. Imagina casar-se com um homem daqueles. Que sonho.
No banheiro, mais um belo round. Me levantou embaixo do chuveiro, encostando minhas costas na parede. Enlacei minhas pernas em torno das costas dele. E mais um longo e extremo orgasmo, dessa vez, nas alturas, sem nenhuma parte do corpo apoiada no chão. Ele gozou pela terceira vez e terminamos o banho nos ensaboando mutuamente.
Hoje em dia, meu sorrisinho de canto de boca tranformou-se em um sorriso safado, seguido de uma mordida provocante nos lábios. E ele continua me comendo com os olhos, mas não só com os olhos. Nosso caso se prolongou. Já fizemos uma vez no almoxerifado da empresa, onde nos batíamos entre os arquivos de metal. E um outro dia, igualmente interessante, foi no Honda Civic dele, durante a nossa apetitosa hora de almoço.

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