Há 3 meses, aconteceu algo inesperado. Uma tia avó minha do interior faleceu, e eu fui avisada de que deveria comparecer na cidade para a declaração da sua herança. Estranhei a notícia, afinal mal conhecia Dona Teresa.Tenho vagas lembranças da infância, quando a senhorazinha fazia as tortas de maça, com sua refinada receita alemã. Depois dos meus 9 anos, nunca mais a encontrei, e também não vi mais o Gustavo, meu primo, neto de Teresa. Lembro de um garotinho loiro, alvo e de olhos claros, porém não o suportava, pois não me deixava brincar com ele e com seus carrinhos, dizia que era proibido para meninas.
Então, depois da ligação curiosa que havia recebido do advogado de Dona Teresa, liguei para minha casa, para contar o estranho fato para minha mãe. Ela, por sua vez, já sabia do falecimento, mas ficou igualmente surpresa com a exigência da minha presença em Lins.
Curiosa e disposta a abandonar a cidade grande por um tempo, organizei minha viagem, falei com o Sr. César Ribeiro, o advogado de Teresa. Para minha sorte, ele disse que não gastaria nada com a hospedagem, pois era convidada de Gustavo, para ficar em sua casa, quanto tempo precisasse para resolver tudo.
Fiz as malas e parti em direção a pequena grande Lins. Foram 4 horas e meia de viagem, pude ouvir 3 vezes o mesmo CD. Quando cheguei, finalmente, abri as janelas do carro e respirei o mais puro ar, coisa que não se faz em São Paulo nunca. Observei a monotonia da cidade, abri um sorriso ao ver que parei no semáforo atrás de uma velha charrete, puxada por um jumento e guiada por um peão, que usava um belo chapéu.
Memórias começaram a surgir em minha mente. Quase que pude sentir o aroma e o sabor da torta da tia Teresa. Uma nostalgia gostosa, e me senti feliz por estar revivendo momentos da minha infância. Logo conheceria de novo o meu primo. Imaginei que ele estaria irreconhecível, afinal o tempo não passara só para mim.
Peguei meu blackberry e liguei para ele:
- Alô!
- Oi, Gustavo?
- Sim, quem fala?
- É a Camila. Já estou em Lins.
- Ah! Que bom! Estava te esperando.
- Como chego na sua casa?
- Faz o seguinte: pára no posto da avenida principal e espera por mim.
- Ok. O BR né?
- Isso. Daqui 5 minutos estarei ai, ahh, eu tenho um Golf prata.
- Ok. Estarei te esperando na loja de conveniência. Estou com uma blusa vermelha.
- Certo. Estou indo, beijo.
- Beijo.
Uma coisa que, obviamente, mudou muito no Gustavo foi a voz. Claro que um homem de 28 anos não teria a mesma voz de um menino de 8. Mas, aquela voz grossa e clama me agradou muito. E tudo, até agora, era estimulante, como num livro de suspense. A pequena cidade, as antigas lembranças, a misteriosa herança da minha tia avó e a espera pelo primo surpresa (não imaginava sua aparência atual).
Eis que tomava um café expresso, quando um moço alto, com aproximados 1,90m de altura, loiro, magro e de olhos claros, atravessa a porta e vem em minha direção. Quase engasguei com o café, e ele falou:
- Camila?
- Eu.
- Meu Deus! Quanto tempo.
E me deu um abraço forte, em que tive o prazer de sentir seu perfume fresco.
- Gustavo, que diferente! Quem diria hein? Que aquele garotinho iria ficar assim tão alto.
Parei no elogio alto, se não iria soltar alguma besteira. Canta o primo, que coisa feia, pensei. Além de belo, másculo, com um timbre de voz que acaricia os ouvidos, a simpatia de Gustavo era algo fenomenal. Seu abraço foi como o de quem sente muita saudade. Seu papo muito bom, atencioso e preocupado com minha comodidade.
Chegando na casa, me deparei com um típico pé de jabuticaba, correram para a entrada me receber os cães Laila e pretinho, uma boxer e um vira-lata (de pêlos muito negros). Deixei a mala na sala e fomos direto para a cozinha. Naná, a empregada de anos, preparara um cafezinho com bolo de fubá. Nos sentamos e nos servimos. Qualidade de vida é tudo no interior, pensava.
Gustavo e eu conversamos por horas, relembramos de brincadeiras e até briguinhas da nossa tenra infância. A cada olhar que ele me lançava eu me envolvia mais, em seguida, policiava meus pensamentos, ele é teu primo Camila, esquece isso. Mas, tinha a sensação de que era correspondida naquela empolgação de nos revermos depois de tanto tempo.
Eu, com o passar dos anos, também mudei muito. De menina-moleque, me tornei uma mulher fatal. Cabelos avermelhados, seios fartos, cintura fina e coxas torneadas, posso dizer, que não passo despercebida. Quando, ainda em São Paulo, fazia as malas, previa alguma aventura afetiva para esta viagem. Coloquei na bagagem um pretinho básico provocante e lingeries cavadas. A idéia era ficar uma semana na cidade e, quem sabe, conhecer algum caipira interessante. Só não sabia, a essa altura, que esse homem seria aquele que implicava comigo quando criança.
Gustavo foi me mostrar os aposentos, e separara um quarto aconchegante, com cama de viúva cheia de almofadas decorativas e lençóis de seda. Me senti uma princesa. Tudo estava muito limpo e arrumado para minha chegada. Primeira noite, só descansei, deitei e dormi.
Na manhã seguinte, Naná veio me acordar para o café. A mesa posta era rica de frutas, cereais, leite fresco, queijo branco, pães e sucos. Gustavo já estava a minha espera na copa. Banho tomado, barba feita e impecável. Me deu um beijo de bom dia. Com certeza, depois desse beijo o seria.
Fui, então, me encontrar com o advogado. Foram horas de conversa, para eu entender as intenções da minha tia avó. A doida tinha um pequeno orfanato em Lins, e outros vários projetos sociais. Seu maior desejo, antes de morrer, era que eu seguisse coordenando o orfanato e trouxesse à vida os projetos engavetados. Não pude aceitar a proposta naquele momento, mas Sr. César era muito amigo de Teresa, me fez prometer que pensaria sobre o assunto. Tudo bem, teria ainda uma semana em Lins.
Meu lindo primo já me esperava na recepção do escritório. Pronunciou:
- Vou te levar em um restaurante excelente para o almoço.
Fomos para uma churrascaria excepcional. Contei-lhe tudo que soube pelo advogado. Ele já sabia, mas escutou atenciosamente. Depois, eu sugeri que fôssemos dar uma volta pela cidade. Conheci a sorveteria mais antiga, sentamos em um clássico banco de praça e voltamos para a casa com um DVD para assistirmos à noite. Adormeci no sofá no meio do filme e Gustavo me carregou, em seus braços, até a cama. Pena eu estar desacordada nesse momento.
Terceiro dia de vida boa. Meu primo falou logo pela manhã que seria um dia diferente. Disse que me levaria para o lugar mais bonito que já fui. Preparou então uma cesta com comida, suco e uma tolha de mesa, para o nosso piquenique. Pegamos o carro e fomos, não sabia para onde. Saímos da cidade e entramos em uma estradinha de terra. Depois, estacionamos embaixo de uma árvore e prosseguimos o resto do caminho a pé. Passamos por pastos verdes e pequenos morros. Chegamos a uma mata fechada. Era lá. Adentramos a mata, tínhamos que escalar algumas pedras e descer morrinhos de lama. Uma aventura e tanto. Quando estávamos já bem no centro, avistei a linda cachoeira. Devia ter uns 5 metros de queda d’água, e os sons que fazia me tocava fundo na alma. Relaxei plenamente. Sentamos um pouco e nos mantivemos calados, só apreciando.
Gustavo perguntou:
- Quer pular?
- Não é perigoso?
- Não, eu sempre pulo, é muito fundo abaixo da queda.
- Então vamos. Você primeiro.
Ele tirou sua camiseta. Eu admirei abobada aquela cena. Ao fundo, aquela mata e bela cachoeira e, como protagonista, aquele loiro de peitoral e abdômen definidos e braços fortes. Gustavo interpretou o Tarzan, batendo no peito e gritando:
- Oh! Ohh! Oohh!
Em seguida, pulou dali de cima, alcançando a água em segundos. Voltando para a superfície gritou:
- Você não vem Camila? É a sua vez!
- Não estou de biquíni.
- Tira toda a roupa, eu já tirei a minha.
E jogou sua bermuda para a beira. Estava ali, a minha espera, totalmente nu, como pede a natureza. Me despi também e pulei gritando, do alto da cachoeira. Depois do emocionante salto, nadei ao encontro do meu primo peladão. Ele não disse nada. Me olhou nos olhos, me segurou pela nuca com as duas mãos e me beijou. Tínhamos que bater os pés ao mesmo tempo. Ele pegou minha mão e me puxou para baixo da queda d’água. Tudo era perfeito, senti a água forte massagear as costas e entramos em uma gruta de pedras ali atrás. Um lugar maravilhoso. A água da gruta era mais calma e límpida. Podia ver o fundo da bacia, e ali dava pé.
Nos abraçamos calorosamente, e continuamos aquele beijo começado. Sentia o pênis de Gustavo entre as minhas pernas, senti que enrijecia mais e mais. Meu primo me beijava o pescoço e as orelhas. Começou a acariciar todo o meu corpo, passando pelos seios, o abdômen e depois meu clitóris. Massageava esta parte me deixando completamente alucinada. Eu peguei o membro grosso dele e o senti duro e quente, em minha mão. Fomos nos amassando até encostarmos em uma das paredes da gruta. Ele, então, me ergueu bruscamente e me penetrou gostoso. O vai e vem causou marolas na bacia d’água. O tesão era tanto, que não contive meus gemidos, que ecoaram pela gruta.
Gustavo estava igualmente excitado com tudo aquilo. Me olhava penetrantemente e se movimentava com precisão. Sem mudar de posição, comecei a receber um delicioso orgasmo, subia e decia na água. Arranhei as costas dele. Gozei muito! Alguns segundos depois, ele também chegou lá. E o líquido quente se espalhou dentro de mim e pela água pura. Nos abraçamos e sussurrei no ouvido dele:
- Quero mais!
Ele me beijou mais um pouco e me tocou. Percebi que começava também uma nova ereção. Ele me virou de costas e beijou minha nuca. Me colocou de quatro em uma superfície gelatinosa e mordeu, com gosto, minha bunda. Eu delirava e ria. Então, veio para cima com vontade. Me penetrou de quatro, puxando meus quadris, com força, para ele. A velocidade, nessa posição, era maior. Ele me puxou pelo cabelo e entrava com o pau inteiro na minha vulva. E, assim, outro orgasmo estrondoso dominou meu corpo. Dessa vez, ele ejaculou junto ao meu gozo.
Nos jogamos na água de novo, para refrescar. Tudo foi muito perfeito. Descansamos mais um pouco. Saímos da água e fomos até uma clareira na mata, para secar os corpos ao sol. Nos vestimos e armamos nosso piquenique embaixo de uma grande árvore na campina ao lado da mata.
O restante da semana em Lins foi continuadamente quente. Me vi apaixonada pelo Gustavo. Todas as loucas transas foram como o encontro perfeito dos corpos que se procuravam. Mas, tivemos que dar fim nessa história, para não ter problemas com a família.
Quanto à minha herança e ao desejo de minha tia Teresa, não pude aceitar a proposta de administrar o orfanato e os projetos, como ela desejava. Mas, consegui alguém muito melhor para o cargo, uma grande amiga, que também vive no interior e já tem experiência em trabalhos sociais. Hoje em dia, ela é a diretora-chefe do orfanato e está trabalhando também nos outros projetos de Dona Teresa. De vez em quando, eu vou visitá-la e, claro, aproveito para ver meu primo.
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