quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Exército


Alice desde pequena adorava pegar as arma de brinquedo de seu irmão e sair por aí se fingindo de oficial de polícia. Aos 6 anos, chorou para que sua mãe a matriculasse no judô e não no balé. Aos 13, só assistia a filmes de guerra, e adorava ler livros sobre estratégias de batalha. Era fascinada por armas, guerras, artes marciais e treinamentos da polícia. Aos 17 anos, se indignava com os amigos que escapavam do serviço militar. Achava que as mulheres também deveriam se alistar. Seu maior sonho era fazer parte do exército. Sua mãe jamais compreendeu a fissura da garota. Mas, aceitou sua escolha quando resolveu se alistar e estudar no exército.
A garota de 18 anos fazia então suas malas para sair de casa, em busca de conhecimentos e práticas de guerra. Ansiava pelo começo de seus treinamentos. Era uma garota simples em seus gostos de vestuário, sua mala ficou compacta, só com seus itens básicos. No dia de sua partida, acordou muito cedo para se preparar. Desde os 15 anos, fazia exercícios regularmente. Logo pela manhã, fazia 3 séries de 100 abdominais e 3 de 15 marinheiros, sem contar a caminhada, pois costumava ir a pé para o colégio. No seu grande dia não poderia fazer diferente então fez seu exercícios, tomou um banho, o café e foi toda satisfeita, acompanhada pela mãe, para a rodoviária.
A chegada ao regimento foi fabulosa para ela. Havia já tropas em treinamento, fardados, carregando armas e disciplinados marchando em esquadra. Seu entusiasmo era notável. Tudo aquilo era com que Alice mais sonhara. A moça chegou já arrasando o batalhão. Com seu corpo perfeito de garota de 18 anos, seus cabelos louros de sol e uma inocência e curiosidade brilhantes, arrastou os olhares de todos militares. Eram soldados, cabos, sargentos, capitães e generais, todos babando pela novata que acabara de chegar.
Foi apresentada pelo General às outras mulheres do exército. No seu primeiro dia não fez nada demais, só conheceu os aposentos, o refeitório, os pátios de treinamento, fez a cama e organizou suas coisas. E teve uma boa noite de sono.
Segundo dia, Alice acordou e, antes que pudesse se exercitar, foi já intimada a comparecer aos rituais de batismo do regimento. Todos os cabos queriam dar o trote na moça. Ela tirou toda a atenção do resto do grupo das garotas. Era desejável demais, arrasava até os corações dos generais. Se divertiu durante o ritual, mas não deixou de lado sua disciplina e interesse curioso. Tudo era bom, tudo era novo.
Semanas passavam, com cada vez mais treinamentos pesados. Alice nunca desistiu de nenhum. Era forte a menina mulher, deixava os rapazes pra trás. Dava um show no tiro ao alvo e nos esconderijos mirabolantes, perdia apenas na corrida e nas flexões de braço.
Um dos cabos já estava ficando louco com a presença da garota no regimento. Desde sua chegada havia sentido o batimento do coração acelerado. Tinha por ela admiração, que se confundia com um desejo quente e lascivo. Com a sua mente Alice brincava, morava e nunca saía. Além do cabo Mosca (seu apelido), outros muitos rapazes eram loucos pela moça. Ela percebia alguns olhares ousados, gestos tarados e, algumas vezes, ouviu certos comentários. Não se importava, afinal, tudo isso parecia apenas reforçar a sua insistência e ousadia para enfrentar a vida militar. Quanto mais os homens lhe pareciam frágeis, mais ela se sentia forte e poderosa.
Cabo Mosca decorou a rotina da moça. Sabia a que horas ela almoçava, tomava banho, se trocava, falava com a mãe ao telefone, entre outras coisas. No momento do banho, ele só imaginava como seria a nudez da jovem. Inúmeros momentos íntimos teve com sua própria mão só de ter aquela cena na imaginação. Mas, Mosca foi ainda mais longe, tanto era sua obsessão, que dia após dia se escondia perto dos encanamentos do banheiro feminino, cavando um buraquinho que lentamente se tornava um buracão. Se seus superiores descobrissem esse absurdo, seria expulso imediatamente. Mas, o fazia com cautela, sabia dos horários, dos perigos e das sentinelas. E, finalmente, estava pronto seu buraco delicioso.
Refugiou-se pela primeira vez para ver, com uma ansiedade cretina, a respiração seu ritmo subia, o coração quase que pela boca saía. Então, Alice livrou-se da toalha enrolada, deixando à vista seu corpo sem nenhuma falha. Podia ser confundida com uma bela escultura. Tinha seios pequenos, duros, levantados e uma fina cintura. Seus pêlos púbicos escuros e enrolados brilhavam sedosos. Sua pele alva e macia parecia refletir as luzes do boxe. Entrou no chuveiro, molhando seu curto cabelo, e parecia refrescar-se com luxúria. A água divina escorrendo pelo seu corpo, como que numa lambida do mar nas pernas. E o cabo ficou alucinado, tarado, segurando-se no seu medo e sonho, desejando ainda mais a moça perfeita. Pensou no que faria. Agarraria aquela cintura, tocaria e apertaria aquela bela bunda, beijaria os seios, lamberia toda a escultura. Do dedão dos pés aos ouvidos de beijos, possuiria aquela garota.
E aquele momento de desejo louco, voyeurismo e masturbação se repetiria por várias semanas, se tornaria uma rotina do rapaz, todos os dias àquela certa hora, lá estaria ele a espiar e se tocar. Era sua válvula de escape para a dura vida de regime militar. A moça ainda não percebia que esse fato acontecia. Mas, sabia que o cabo Mosca a deseja demais. Sentia uma grande simpatia, e até que às vezes pensava no rapaz. Estava na flor da idade, tinha lá também seus desejos e necessidades, e o garoto se mostrava esperto, disciplinado, interessado e discreto, do jeito que ela poderia desejar. Começou a desconfiar de alguma coisa, pois um dia ouviu um gemido que vinha estranho através da parede. Começou a olhar, procurar pelo dono do som estranho, em pleno momento do seu tranqüilo banho. Achou então o tal buraco.
Quando imaginou que alguém a observava sentiu um arrepio subir a espinha. Olhou-se no espelho e sentiu-se mais mulher. Retornou ao chuveiro dessa vez se tocando, talvez, até imaginando uma cena quente com o espião. Então, não contara pra ninguém o fato do buraco, aproveitou-se para se exibir. Agora, antes do banho fazia provocações em direção àquele ponto da parede, mostrava sua sede, se despia como se numa dança ousada. E se alisava todinha e depois se masturbava.
A novidade enlouqueceu o cabo Mosca, se já se excitava com o banho inocente de Alice, imagine aquelas provocações. Seus instintos estavam quase o entregando, queria entra no banheiro agarrar a moça nua. Dizer a ela todas as loucuras, seus mais sujos pensamentos. Suspeitou da consciência da garota quanto ao buraco, pois ela olhava sempre pra ali fixamente.
Foi um grande dia, a moça ali enlouquecida, resolveu tentar descobrir quem era o seu admirador. Meteu o olho no buraco e reconheceu aquele outro olho que se encontrava ali. Era o cabo Mosca por sua sorte. Torcia pra que fosse ele todas as noites. Ela disse, então, assim:
- Mosca, vem já aqui. Não tem ninguém no banheiro além de mim.
- E se...
- E se nada corre pra cá.
O garoto, já em ponto de bala, correu para a porta, entrou com cautela e encontrou a moça já pelada. Assim como sempre imaginava, a deu um beijo molhado. Foram se pegando e se batendo até embaixo do chuveiro. Tapas, gemidos e puxões de cabelo. Prendeu-a com força na parede úmida. Ela sentiu gotas escorrendo pelo risquinho que separa as nádegas. E beijou suas orelhas, desceu chupando seu pescoço, e chegou aos seios tão admirados. Ela perdeu algum tempo, apreciava-os, lambeu, chupou, mordeu. E a bela barriga sarada, acariciava e beijava. A moça arranhou as costas do cabo, e segurava forte pelo pescoço. Se remexia como uma lagartixa sem rabo, durante todos os momentos da carícia. Ele a tocava no clitóris, a apertava. E dizia ao pé do ouvido:
- Você é a mais gostosa. A mais desejada.
- Você é um tarado, um safado. – respondia a moça com tapas na cara do Mosca.
Ele levantou-a com sua força pela bunda e encaixou-a no seu rígido pênis. Um segundo que pareciam horas, um prazer intenso. Os dois se contraíam, gemiam, gritavam, entreolhavam-se loucos. Foram parar no chão com a moça por cima. Ela subia, subia e descia. Cavalgava com vontade, se soltava no movimento maluco. E pedia:
- Me come e me bate seu cachorro!
E ele, então, dava tapas naquele pequeno e perfeito rosto. A moça, levemente cansada, recebia um orgasmo delicioso, e o jovem também já estava quase em momento de gozo. O êxtase foi simultâneo, mas não acabaram por aí. Alguns segundos se beijando e se olhando voltaram a se provocar e começaram uma nova transa. Ela agora de quatro, se entregava ao garoto bruto. A puxava pelo quadril, em alta velocidade, mordeu sua nádega esquerda, puxou seu cabelo. Depois, ainda nessa posição, a tocava o grelinho com os dedos. Mais alguns momentos loucos, e os dois se acabavam, ela teve um orgasmo múltiplo e ele ejaculou tudo dentro. Gozo quente, caíram juntos no chão descansando, manteve ainda um tempo dentro, soltou um suspiro e deram então as mãos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

A biblioteca da Faculdade


Soa um pouco clichê, mas aconteceu de verdade. Seria normal se eu fosse apaixonada por um nerd, um rato de biblioteca. Porém, não foi esse o caso. A história que relato aqui é incomum. Para não dizer irreverente, ousada e deliciosa. Uma tara que, provavelmente, reside na mente de muitos.
Sou formada há 3 anos, pela ESPM, escola de propaganda, vivi muitos bons momentos por ali. Estava cursando o 3° semestre e o professor de Marketing era um gato. Mal conseguia prestar atenção na matéria, pois aquele que lecionava roubava toda minha atenção só para ele. Além de moreno, alto, bonito e sensual, ele era inteligente, articulado e simpático. Cheguei a sonhar com esse professor. Sentia uma atração muito forte pelo homem, daquelas de revirar o estômago quando era dia da aula dele.
No fundo, eu sabia que aquele homem me correspondia de alguma forma. Seja o olhar misterioso com que me encarava, ou talvez o nervoso que aparentava, quando entrava na minha sala. Lembro de algumas vezes, em que eu observava atentamente, quando ele se desconcentrou, perdendo a seqüência da aula. Passei todo o semestre fissurada naquele pedaço de mau caminho.
Final de março, a facu no período da tarde era um marasmo, quase sem movimento, a biblioteca ficava muito tranqüila. Procurava um livro para consulta, e como de costume, não conseguia encontrá-lo com as informações do papelzinho, números, letras, prateleiras lotadas.
E foi em uma daquelas alas entupidas de livros de marketing que avistei meu querido professor. Ele percebeu quão perdida eu estava a minha busca e, com toda sua gentileza, se dispôs a me ajudar na procura da publicação. Enquanto procurávamos, trocávamos algumas palavras, conversas de função fática, que calor, como a faculdade fica vazia nesta época do ano. Ele me olhou nos olhos, nesse momento estremeci toda. Olhei de volta com firmeza e roubei um beijo da boca dele. Surpreso, meu prof corou a face e deu uma risadinha safada. Então, o agarrei de verdade, o deixando sem saída. Ele correspondeu a minha ousadia e continuou me beijando deliciosamente.
O clima da ala de marketing esquentava. Nos beijávamos loucamente, se pegando e trombando nas prateleiras. Em um forte abraço senti o pênis do docente rígido. Ele estava ficando alucinado e pareceu haver se esquecido completamente dos riscos intrínsecos daquele acontecimento. Tirou minha blusa de uma só vez, e me surpreendeu com seu expertise no abrir de fechos do sutiã. Desceu pelo meu corpo com a boca, lambendo meu pescoço e chupando meus mamilos com gula. Estava excitadíssima e desabotoei o jeans do professor. Senti saltar na minha mão um enorme membro. Até então nunca tinha pegado em um dessa proporção. E o gostoso homem tirou também a minha saia e desceu devagar me chupando inteirinha, como se eu fosse uma uva. Girava sua língua em torno do meu clitóris, me levando às nuvens de tesão, chupava também minha vulva, que a essa altura, já estava meladíssima.
Uma vontade animal subiu pela minha espinha. O docente me colocou posicionada de costas para ele e me penetrou com força. Me lembro de ter na vista um livro sobre estratégia competitiva do Potter. Mas, ali não havia barreiras de entrada, nem de saída. O entra e sai era livre e alucinante.
Emoção é o que não faltou. Meu professor mais atraente estava ali comigo numa transa louca, na biblioteca, com risco de sermos flagrados. Ainda de costas para ele, o vai e vem aumentava o ritmo. Enquanto me penetrava, massageava meu grelinho. Eu contraia todos os músculos do corpo e me entreguei a um longo e delicioso orgasmo. Ele também estava a ponto de chegar lá, mas segurou e se deitou de costas para o chão, me puxando para cima dele. Montei e cavalguei sobre o homem. Alternávamos entre média e alta velocidade. Soltei um gemido, que temi ser ouvido por alguém. Meu prof pôs o dedo na frente da boca, num gesto de silêncio. Ato que, depois quando repetiu durante a aula, já me deixou molhada, mesmo que o assunto fosse análise SWOT.
A loucura na biblioteca acabou quando ele gozou dentro de mim. Senti o líquido quente se espalhar. Nos beijamos mais uma vez, suados e exaustos. Foi quando ainda deitada sobre o corpo do professor avistei o livro que tanto procurava, demos muita risada. Então, nos vestimos rapidamente e saímos dali com cautela e cara de cumplicidade. Acredito que até hoje ninguém descobriu essa nossa aventura. O professor sei que ainda trabalha na ESPM, mas não o vi mais depois do 4º semestre.