Neste finalzinho de ano e começo de 2008 vivi a verdadeira luxúria de reveillon. Eu e mais alguns amigos, um casal, um garoto e uma garota fomos para o litoral sul do Rio de Janeiro. Passamos quatro dias em Trindade. Lá, conhecemos muita gente, e posso dizer que a proporção de turistas era de uns 30 homens para cada mulher. Portanto, eu e minha amiga fizemos o maior sucesso. Em uma das noites, em que estamos curtindo a banda na praia do meio, formavam-se rodas de moços em torno de nós, pareciam gaviões famintos. Isso tudo foi muito divertido e rendeu alguns beijinhos na boca.
Mas, na segunda noite quase me apaixonei. O mineiro cheio de amor para dar chama-se Henrique, e só de tentar descrevê-lo me sobe um arrepio pela espinha. Moreno, notoriamente forte, com o peitoral definido e o olhar do pecado, tinha ainda um sorrisinho safado estampado no rosto. A atração foi instantânea e recíproca. Qualquer conversa que ele tenha jogado para cima de mim foi suficiente para eu cair em seus braços, como que puxada por um forte ímã.
Dançamos, nos beijamos e nos abraçamos. Seus braços fortes me evolviam a ponto de me melar a calcinha. Às vezes eu colocava as mãos sobre o peitoral dele e aquilo me excitava, nossas bocas uniam-se novamente. Nos amassamos até o sol começar a querer nascer. Não tive coragem de levá-lo para a barraca, um pouco de receio por sermos totalmente desconhecidos. Mas, ficamos ali na praia entre beijos, abraços e carícias assistindo o começo da aurora.
Acordei no dia seguinte com a cabeça vagando em férteis imaginações eróticas. Queria encontrá-lo de qualquer forma. Mas, depois de alguns cervejas geladas a beira mar, relaxei. E foi então que o encontrei uma outra vez, estava ele e mais dois amigos, também curtindo a praia, o sol e a cerveja. Fiquei feliz, pois me chamou pelo nome e me cumprimentou com um selinho. Isso tudo me fez lembrar da adolescência e das paixões de verão. Mais um êxtase causado por aquele moço. Somente nesse momento o vi durante a tarde. Mas, trocamos telefones e combinamos de nos encontrar na praia mais uma vez, pela noite.
Segunda noite de Trindade, estávamos já bebendo mais uma vez na praia, no palco show de reggae, na atmosfera cheiro de maconha, nas mãos muitos copos de bebida alcoólica que se esvaziavam surpreendentemente rápido. Encontrei Henrique, estava com os mesmos dois amigos perto do mar, dançando discretamente, como quem não quer chamar a atenção. Mas sua beleza e seu físico não passariam despercebidos jamais, se em Trindade tivesse mais mulheres. Melhor para mim que não tinha. Dessa vez, eu fui até ele dizer oi, e ele já me deu um delicioso beijo na boca. E mordiscou minha orelha, seguindo com uma frase de derreter os coraçõesinhos femininos:- Você está linda, ou melhor, você é linda. E foi assim que já nos atarracamos mais uma vez, puxados pela forte química. Ele usava um perfume exótico, que misturado com o seu odor natural geravam um cheiro delicioso. Eu estava à flor da pele, em todos os sentidos, visão, olfato, tato, audição e paladar. Sua voz macia contrastava com a brutalidade de sua pegada. O sabor de cerveja gelada misturado ao seu hálito fresco atiçava minhas células gustativas da língua. Tudo naquele homem era perfeito.
Já ouvi muito dizer que mineiros comem quieto. E esse não saiu da regra, era um cara muito discreto e devagar devagarzinho ia conseguindo tudo que queria. Diria que vai bem para qualquer mulher, uma vez que nós precisamos de muito carinho e carícias para curtirmos uma bela transa, as famosas e deliciosas preliminares. Elogios também são muito bem vindos para aumentar nossa confiança e atiçar a libido.
Naquela noite, quando a banda já tinha parado de tocar, ele me fez uma proposta irrecusável: - Vamos assistir ao nascer do sol em uma praia diferente?
E eu, certamente, aceitei. Fomos até o camping dele para pegar uma lanterna, uma garrafa de champanhe e uma toalha. Voltamos para a praia do meio, que nesse momento tinha apenas a presença dos bêbados e doidões. Lá caminhamos até a outra ponta, onde fica a trilha para Cachadaço, uma praia de Trindade mais isolada e deserta, rica de belezas naturais. A própria trilha já conta com cachoeiras e muito verde da mata atlântica. Levamos também uma câmera fotográfica.
Entramos pela trilha a fundo, que eu ainda não conhecia, e fomos com a lanterna iluminando o pouco que podia, seguimos rios e pequenos morrinhos de terra. Senti meu espírito de aventura saltitando de felicidade, tudo era emoção, aquele homem lindo e forte, aquela trilha pela mata. Selvagem eram os meus mais íntimos instintos. Paramos em uma queda d`água cristalina, nos banhamos e nos beijamos calorosamente. Tiramos algumas fotos que ficaram muito interessantes, pela pouca claridade e o muito verde. E seguimos em frente. Chegamos então à bela Cachadaço, praia que é conhecida pela sua piscina natural de pedras. Fomos até ela para dar um bom mergulho.
Enquanto nos banhávamos, de roupa e tudo, nos beijávamos e notei que Henrique começou a me olhar mais famintamente. Seu abraço tornou-se mais apertado e suas mãos deslizavam por todo o meu corpo. Senti seu membro rígido como uma das pedras da piscina. Nossa respiração já estava ofegante e as falas sussurradas com tesão. Ele apertou todos os cantos do meu corpo como se quisesse tirar os pedaços. Mordeu meu pescoço, lambeu meus ouvidos. Eu, já louca de tesão, arranhei as costas dele, mordi seu peitoral gostoso.
Abrimos a champanhe bebemos um pouco. Continuei beijando a boca carnuda do moreno. Mesmo bebendo, ainda tinha muita sede, sede do que estava por vir. E o Henrique conseguia me deixar, a cada momento, mais excitada e fazia tudo devagar, como o bom mineirinho que é. O sol começava a nascer, e junto a ele o calor que vinha de dentro de mim. Ele tirou minha blusa e beijou minha barriga. Apalpou meus seios e mordeu meu pescoço. Segurei o dote muito duro no meio das pernas dele. Era enorme, não tão comprido, mas muito grosso. E o mineiro foi me beijando todas as partes do meu corpo. Apertava os fortes braços. Me enlaçava pela cintura com uma força inacreditável. Me colocou confortável sobre uma das pedras, me beijou a vulva e o grelinho. Com movimentos da língua, às vezes velozes, às vezes lerdos. Eu me contorcia, queria logo ser possuída apertava o pênis dele, e pedia. Mas, ele me torturava com suas carícias infinitas, me apertava, me alisava, me estimulava e não partia para cima. Sentia fome no meio das pernas, não podia mais com aquilo. Ele, então, notou meu estado de êxtase total e deitou seu corpo pesado sobre o meu, sem deixar de me tocar com furor. Me penetrou devagarzinho e, nesse momento, eu senti sair do corpo, como se flutuasse acima do chão. Seus movimentos aceleraram junto com a minha respiração. Me acomodei com o bumbum mais perto do final da pedra, e ele pode me possuir de joelhos, e assim, seu pênis pode penetrar por inteiro. Senti que me preenchia totalmente, até o começo do meu útero, senti que éramos um corpo só. A loucura subia e subia pelo meu corpo dos pés à cabeça e me deliciei com um orgasmo profundo, seguido poucos segundos do dele.
O mais intenso nascer do sol que já presenciei. Terminamos a champanhe, abraçados em cima da toalha na areia, até clarear completamente o céu, e esse homem clarear o meu dia.